A CANDIDATURA

 

A HISTÓRIA DE UMA CANDIDATURA VENCEDORA

A presença da Volvo Ocean Race 2011-2012 em Lisboa constituiu um processo de candidatura complexo que teve a participação de 34 cidades da Europa – mas a capital portuguesa, devido à sua história marítima, extraordinárias condições para a prática da vela e provas dadas em organização de grandes eventos, foi escolhida para acolher o importante ‘stopover’ que trará a frota da Volvo Ocean Race desde as Américas até ao ‘Velho Continente’.

«Portugal é um país de navegantes que deu novos mundos ao mundo e a sua capital Lisboa foi ponto de partida para a fabulosa saga dos Descobrimentos», sublinhou, no anúncio da vitória da candidatura lusa, António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa; «uma cidade de vocação histórica tão transatlântica só poderia estar associada à maior aventura oceânica dos tempos modernos – e é com muita honra e orgulho que passamos a integrar o itinerário global da Volvo Ocean Race».

DO PASSADO À CONTEMPORANEIDADE

Depois da Expo ’98, da Tennis Masters Cup Lisboa 2000, do Euro 2004 e do Lisboa-Dakar, entre outros eventos, a etapa transatlântica da Volvo Ocean Race volta a colocar o nome de Portugal no primeiro plano mundial: «É muito importante ter uma cidade como Lisboa nos nossos stopovers. Tem óptimas condições para a prática da vela e a regata ‘in-port’ será, com certeza, espectacular. Depois do rigor da travessia do Atlântico será um prazer chegar à capital portuguesa», afirmou Knut Frostad, CEO da Volvo Ocean Race.

Curiosamente, o ponto de chegada dos melhores navegadores dos tempos modernos é precisamente o local de onde zarparam as naus lusitanas que outrora protagonizaram a epopeia que abriu novos horizontes para o mundo. Por razões históricas e pela localização geográfica, Portugal é um traço de união privilegiado entre a Europa, a África e as Américas.

«Gorada a possibilidade da America’s Cup em 2007, só nos podemos regozijar com a conquista para Portugal de um tão importante evento. Não só porque batemos outras candidaturas de relevo como também porque terá uma enorme carga simbólica e histórica na sua passagem por Lisboa, mais precisamente no mesmo local de onde há seis séculos os portugueses deram uma nova dimensão ao mundo», referiu João Lagos.

«No nosso currículo já temos a organização de prestigiadas provas de vela; a Volvo Ocean Race é um evento à escala global de ainda maior importância que ajudará a promover o desporto e o turismo português, não só pela captação de turistas mas sobretudo pela projecção de uma imagem prestigiante e atractiva do país e das nossas mais-valias. Serve também para que Portugal recupere a vanguarda do mar e que promova a reflexão junto das grandes empresas; Portugal, através de projectos como a extensão da plataforma continental, deve continuar a explorar novas fronteiras náuticas e fomentar a economia marítima».